Carpetes

Os carpetes sintéticos são feitos de acrílico, poliéster e náilon, com vários compostos derivados de formaldeídos (formol). Carpetes de lã recebem um tratamento contra mofo com uma variedade de pesticidas. As substâncias exaladas pelos carpetes novos incluem etilbenzeno, formaldeído, ácido metacrílico, tolueno, aminas, estireno, butadieno, xileno, benzeno, oligômeros de acrílico, dodecilsufato de sódio, ciclopentadieno-etenil-2-etileno e dezenas de outros tóxicos.

Para citar os efeitos tóxicos de apenas algumas destas substâncias:

O formaldeído pode causar irritação do trato respiratório, dor no peito, dor de cabeça e fadiga.
O benzeno pode causar vários tipos de cânceres, incluindo câncer nasofaríngeo e de pulmão e leucemia.
O xileno pode causar náusea, dores de cabeça, vertigem e malignidades linfohematopoiéticas.
O dodecilsufato de sódio é conhecidamente causador de irritação de olho e pele, desconfortos respiratórios severos e dores de cabeça.
O estireno pode causar leucemia.
O tolueno pode causar vários cânceres gastrointestinais, câncer de pulmão e malignidades linfohematopoiéticas.

Os efeitos tóxicos dos carpetes, cujos relatos são vários, vêm sendo estudados desde 1973. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é o órgão que regulamenta os padrões de emissão de poluentes ambientais naquele país. Após um incidente em 1987, onde 10% dos empregados da EPA relataram sintomas após uma reforma na qual o carpete havia sido trocado, a agência, juntamente com outros grupos, tem investigado a toxicidade dos carpetes.

Os sintomas eram muito diversos, incluindo queimação nos olhos, problemas de memória, calafrios, febres, irritação na garganta, dor nas juntas, dor no peito, tosse, náusea, tontura, visão turva ou dupla, nervosismo, depressão e dificuldade de concentração. Muitos relataram o desenvolvimento de uma nova sensitividade a produtos químicos após algumas semanas a alguns meses de exposição e alguns precisaram ser hospitalizados.

Os empregados da EPA fizeram a análise da qualidade do ar. Baseados em um estudo de 1987, da Universidade do Arizona, que isolou o composto químico 4-fenilciclohexeno (4-PC), eles começaram a monitorar esta substância e apontaram-na como sendo a principal culpada.

O 4-fenilciclohexeno é um subproduto da combinação do estireno e butadieno para fazer o látex que vem sendo utilizado na face inferior de quase todo carpete durante os últimos 30 a 40 anos. Não há maneira de eliminar sua produção do processo de fabricação atual.

Enquanto a indústria diz que testes demonstram que o 4-PC é inofensivo, um grupo de controle de risco do EPA alerta que a substância pode causar problemas genéticos e no sistema nervoso. Esta é a substância que dá o cheiro característico de carpete novo. Os vapores continuam a emanar do carpete por vários meses.