Veganismo é vida saudável
O veganismo é, acima de tudo, uma escolha por uma vida saudável, não
apenas do ponto de vista de saúde, mas também social e moralmente. É
saudável para quem pratica, é saudável para o meio ambiente que é
poupado do peso da produção de alimentos de origem animal e, obviamente,
é saudável para os animais que são criados e mortos para alimentar
pessoas.
Dieta Saudável
Os benefícios de uma dieta vegana continuam a ser revelados a cada dia
em estudos científicos e em experiências individuais.
Uma dieta isenta de produtos de origem animal é isenta de colesterol,
baixa em gordura (especialmente gordura saturada) e rica em fibras,
vitaminas e minerais. Isto significa uma enorme diminuição no risco de
doenças como arteriosclerose, infarto, derrame, diabetes, câncer,
constipação, entre outras. Além disto, por eliminar alimentos altamente
contaminados por antibióticos, hormônios, pesticidas, além de alimentos
alergênicos como o leite, este estilo alimentar também evita o
surgimento de diversos tipos de alergias e intolerâncias. A dieta vegana
também é geralmente baixa em calorias, o que significa um melhor
controle de peso e a distância dos desconfortos causados pela obesidade.
Veganismo e Violência
Há muitos motivos para se adotar um estilo de vida vegano e também são
muitas as formas em que o veganismo é expresso, mas o veganismo pode ser
sempre definido da seguinte maneira: um estilo de vida que evita toda
forma de exploração e violência, sejam estas contra animais, humanos ou
o planeta no qual vivemos.
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Poucos são aqueles que se iniciam no veganismo por uma questão
meramente de saúde, apesar deste ser um aspecto importante deste estilo
de vida e um dos melhores argumentos em seu favor.
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O aspecto ambiental atrai a atenção de muitos que entram em contato
com o veganismo pela primeira vez, recebendo a aprovação mesmo daqueles
que se recusam a adotá-lo. O fato de mais alimentos vegetais poderem ser
produzidos no mesmo espaço e com a utilização de menos recursos quando
comparados com a produção de alimentos de origem animal é, dos
argumentos em favor do veganismo, certamente o mais lógico e
irrefutável.
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No entanto, o maior número de pessoas que abraçam o veganismo é
composto por aquelas que se sentem tocadas ao saberem que sua
alimentação até então era dependente do sofrimento de animais inocentes,
mortos para satisfazer uma necessidade que elas agora sabem não ser
essencial. O despertar pode vir no contato com o bezerro no sítio do
amigo, ao saber que em muitos países asiáticos os cachorros são
considerados uma iguaria e então perceber que seu animal de estimação
poderia ser o jantar de alguém, ou na descoberta tardia de que seu
pintinho de estimação na infância -aquele que crescera demais para
continuar morando em casa e sua mãe disse ter mandado para a chácara do
tio- houvera, em realidade, tido seu fim naquele almoço de domingo (do
qual você também participou). Uma visita ao matadouro também costuma dar
um empurrãozinho para cair a ficha.
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Enfim, a descoberta da realidade sempre traz consciência e a
consciência sempre traz moralidade. Imagine a confusão de valores pela
qual passa uma criança que tem que aprender que o boi, o porco, a
galinha, tão dóceis e amáveis, são os heróis de seus filmes favoritos e,
ao mesmo tempo, são também o seu jantar. "Como assim? Amigo e jantar ao
mesmo tempo?" A criança pode não buscar descobrir, em um primeiro
momento, como o seu herói ou amigo foi parar no prato de jantar. Talvez
ela busque em sua fantasia uma forma "amigável" de se tornar jantar.
Talvez eles sejam tão amigos e amáveis que eles voluntariamente
sacrificam-se para alimentar seu amigo humano. Um verdadeiro ato de
heroísmo! Mas eles logo buscam a verdade, quanto mais perto da
realidade, mais perto da consciência.
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A criança pode lidar com uma explicação fantasiosa de como uma parte
de um boi foi parar em seu prato, mas a realidade nua e crua de um
matadouro não deixa espaço para fantasias. É consciência instantânea:
comer um animal após ter visto um matadouro está imediatamente fora de
questão. É natural perceber que algo está errado. Faça um experimento
simples: coloque uma maçã e um coelho no quarto da criança e deixe-a a
sós com eles. Entre após alguns minutos e veja quem vai ser comido e
quem vai ganhar um nome e um penteado novo.
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Situações como estas que confundem um personagem de história infantil
com um alimento congelado, heroísmo com sofrimento, docilidade com
violência, acabam por distorcer valores em formação pela criança.
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Diversos estudos já demonstraram a relação entre violência animal e
violência humana. Aqui está um bom exemplo: serial-killers têm, em 90%
dos casos, história de maus tratos com animais na infância. O desprezo
pela vida de um animal acarreta na perda pela santidade da vida humana.
Crianças aprendem valores de compaixão e respeito através da relação que
elas têm com os animais. Compaixão pelos animais, compaixão pela
humanidade. Se animais podem ser mortos para satisfazer uma necessidade,
então qualquer forma de vida pode também.
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É claro que isto não se manifesta largamente na sociedade, pois
existem regras sociais e de comportamento às quais aprendemos a
obedecer. Obviamente, não são todos que cresceram comendo carne que se
sentem à vontade para matar pessoas ou que se envolvem em atos de
violência, grupos sectários, atividades que exploram trabalho escravo ou
infantil e tantas outras formas de violência presentes ao nosso redor.
No entanto, a mensagem para a criança que está formando estas regras
pelo contato com o ambiente é uma de menosprezo à vida, de descaso ao
sagrado. O impacto que isto tem na relação entre famílias, ideologias,
sociedades, países, religiões, é imensurável.
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Imagine um mundo livre de violência contra animais e você verá
um mundo livre de violência contra humanos!